Mesa-redonda "Acervos audiovisuais: conservação e acesso público"


 A primeira mesa do 2º Encontro Regional Norte de História da Mídia e 2ºSeminário de História, Cultura e Meios de Comunicação na Amazônia propiciou o encontro de três importantes fontes de pesquisa do Norte do país: o acervo da coleção Vicente Salles, da biblioteca do Museu da Universidade do Pará; o Museu da Imagem e do Som do Pará e a Fonoteca Satyro de Melo, da Biblioteca Pública Arthur Vianna.

 O tema da discussão foi "Acervos audiovisuais: conservação e acesso público" e contou com grande participação do público. A partir da fala dos representantes desses acervos, os participantes do evento puderam conhecer ações que buscam valorizar e preservar esses materiais de pesquisa, como o projeto "Recuperação e Difusão do Acervo Musical da Coleção Vicente Salles da Biblioteca do Museu da Universidade Federal do Pará", coordenado pelo músico Jonas Arraes. Este projeto, financiado pela PETROBRÁS por meio do Ministério da Cultura, não apenas digitalizou os arquivos disponíveis, como também preservou os originais. Segundo Ana Clara Matos, integrante do projeto e palestrante do evento, a ideia é "conciliar as mídias antigas e as novas mídias", para que ambas as versões possam contribuir às pesquisas realizadas no local. 

 O Museu da Imagem e do Som do Pará, fundado em 1971, que foi idealizado pela escritora e jornalista paraense Eneida de Moraes, possui um diversificado material que inclui o acervo de cinema/películas, como a produção de Líbero Luxardo, além de uma variada coleção de folhetos, livros, revistas, catálogos, cartazes, folders, fotografias e roteiros. O acervo conta com coleções, como a do compositor paraense Waldemar Henrique e dispõe ainda de maquinário das primeiras emissoras do Pará, a TV Guajará e a TV Marajoara. Sidemar Reis, representante da instituição, trouxe aos participantes da mesa-redonda algumas imagens do acervo, como o cartaz do filme "Os brutos também amam" e a gravação da canção carnavalesca "O passarinho do relógio".

 Para quem gosta das gravações em discos e vinis, entre outros materiais tem também como opção a Fonoteca Satyro de Mello, localizada no Centur. A fonoteca, inaugurada em 1987, é a primeira da Amazônia e a segunda mais antiga do Brasil. Seu nome homenageia o compositor paraense Raimundo "Satyro de Mello", músico que nasceu em Cametá, no ano de 1900, considerado por estudiosos o primeiro arranjador de músicas para discos do Brasil. O acervo da fonoteca já passou pelo processo de digitalização, mas assim como as outras instituições, preserva o acervo original.
  
 Assim, com auditório cheio e muitos questionamentos do público, a mesa possibilitou uma troca de informações e experiências entre as três instituições, permitindo a divulgação desses locais de pesquisa, além da possibilidade de integração entre os espaços, e a valorização dos mesmos por parte de um público geral.

   
Texto: Camille Nascimento     
Foto: Natália Costa

Este comentário foi postado em segunda-feira, 12 de novembro de 2012. Você pode seguir as respostas usando o RSS 2.0. Você pode deixar uma resposta.

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